[ Dica Netflix ] 10 Documentários sobre Crimes pra Maratonar!

[ Dica Netflix ] 10 Documentários sobre Crimes pra Maratonar!

Há algum tempo, a televisão descobriu uma nova linguagem para contar histórias de crimes reais: as séries documentais. Com longos e vários episódios e uma apuração minuciosa dos diretores, as produções chamaram a atenção, chegando ao ponto de casos já concluídos serem reabertos.

Separei pra vocês 10 dos melhores documentários sobre crimes horrendos que assisti na Netflix. Eles chamam a atenção pelas denuncias e forma como as histórias são contadas, vocês não desgruda da tela enquanto não acaba. Confira:

 

Out of Thin Air

Em um local onde não ocorriam assassinatos, seis pessoas são condenadas por dois estranhos homicídios na Islândia. Porém há inúmeras falhas e procedimentos duvidosos na investigação que colocam em dúvida se os condenados realmente cometeram os crimes.

Quarenta anos depois, este documentário prova que nem sempre se pode confiar em confissões.

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Making a Murderer (1 e 2 temporadas)

É a história de Steven Avery natural do Condado de Manitowoc em Wisconsin, que cumpriu pena de 18 anos de prisão em uma condenação injusta de agressão sexual e tentativa de homicídio. Foi novamente acusado em 2005 e condenado em 2007 pelo assassinato de Teresa Halbach.

A história é conectada a de Brendan Dassey, acusado e condenado como cúmplice no assassinato. A primeira temporada narra principalmente o período entre 1985 e 2007, retratando a prisão e condenação de 1985 por Avery, sua subsequente exoneração e soltura em 2003, a ação civil que Avery impetrou contra o Condado de Manitowoc, sua prisão em 2005 e o julgamento e condenação em 2007.

Também retrata a prisão, acusação e condenação do sobrinho de Avery, Brendan Dassey, enfocando as acusações de confissão falsa e assistência ineficaz do advogado. A segunda temporada explora as consequências das condenações de Avery e Dassey, concentrando-se nas famílias de Avery e Dassey, na investigação e nas descobertas da nova advogada de Avery, Kathleen Zellner, o que corrobora a tese da inocência de Avery e ele sendo enquadrado pelo assassinato de Halbach, e os esforços da equipe jurídica de Dassey em argumentar em tribunal que sua confissão foi coagida pelos promotores e seus direitos constitucionais foram violados.

Na minha opinião esse é o documentário mais polêmico feito pela Netflix. A primeira temporada estreou em 18 de dezembro de 2015. Foi filmado em um período de 10 anos. Venceu diversas premiações, incluindo quatro Primetime Emmy Awards em 2016.  Uma petição que foi feita em dezembro de 2015 para a Casa Branca perdoar Avery recebeu mais de 500.000 assinaturas. A declaração da Casa Branca observou “o presidente não pode perdoar uma ofensa criminal do Estado.”

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Sou um Assassino (I Am a Killer)

Em dez episódios independentes entre si, com 50 minutos cada um, a série conta a história de um criminoso diferente que está no corredor da morte (ou esteve, tendo sua pena modificada, geralmente para perpétua ou perpétua com possibilidade de condicional).

Cada episódio relata todos os acontecimentos do assassinato, com depoimentos do próprio assassino direto da penitenciária. Também podemos conferir relatos dos familiares dos assassinos e também dos familiares das vitimas.

O mais louco desse documentário é sentir que muitos dos assassinos condenados nos parecem pessoas normais, e muitas vezes somos levados a acreditar na inocência deles. Não se engane!

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Mulheres Assassinas com Piers Morgan (1 e 2 temporadas)

Piers Morgan é um jornalista britânico, reconhecido mundialmente por diversos trabalhos.

Nesse documentário ele conversa com mulheres condenadas pelos crimes mais horrendos possíveis, e tentam explicar o que as levou a cometer os homicídios.

Destaco o episódio de Aileen Wuornos, considerada a primeira serial killer mulher. Nos anos 90, ocorreram uma série de assassinatos de homens, e o resultado da investigação foi a prisão de Aileen, que segundo os jornalistas da época, era a primeira serial killer mulher. Pra quem não sabe a história dela já virou filme, intitulado Monster, o filme foi estrelado por Charlize Theron que recebeu Oscar de Melhor Atriz por este trabalho.

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The Confession Tapes

Quando alguém confessa um crime com certeza ele é culpado, certo? Errado! Esta série mostra diversos casos de condenados por assassinato, mas que agora alegam que suas confissões foram forçadas, involuntárias ou forjadas.

Criado pela documentarista Kelly Loudenberg, a produção se desdobra em sete partes, com o exame de casos famosos divididos em mais de um capítulo. O seriado entrevista familiares de acusados, investigadores, advogados de defesa e jornalistas envolvidos com os casos para refazer passos da investigação e expor brechas encobertas pelo peso de confissões extraídas dos suspeitos – mesmo quando a admissão da culpa ocorre sob práticas policiais reprováveis, como coação ou manipulação.

O documentário mostra gravações reais com confissões dos condenados, e nos faz refletir até que ponto alguém pode ser levado a confessar ter feito algo que não fez apenas por pressão psicológica, sem compreender as consequências.

Destaco o caso estranho de Atif Rafay e Sebastian Burns, do episódio“True East”,:

Um casal de origem indiana e praticantes do islamismo é assassinado em casa juntamente com sua filha mais velha. Os principais suspeitos passam a ser Sebastian, o filho adolescente do casal e seu melhor amigo Atif , que passava uns dias na casa das vítimas. Ambos tinham muitos álibis para a noite do crime, mas foram considerados suspeitos mesmo assim. O fato de seus álibis serem muito “perfeitos” despertou a suspeita da polícia e o comportamento do filho do casal após o homicídio incomodou as pessoas. Havia outras linhas possíveis de investigação, inclusive de extremismo religioso, mas a polícia do Canadá nem foi atrás de outras possibilidades. Assim, prender os adolescentes era uma missão para a polícia, que usou um método controverso para arrancar uma confissão de um dos suspeitos. Um dos adolescentes, claro, caiu na armadilha preparada pelos detetives e os dois foram condenados. O filho do casal morto nunca admitiu culpa.

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Atif Rafay e Sebastian Burns

 

Wild Wild Country

Coloquei esse documentário aqui na lista por que na minha opinião ele se trata de um crime, alias vários crimes foram cometidos durante a permanência da seita em Oregon nos Estados Unidos.

O documentário de 6 partes conta a história de Bhagwan Shree Rajneesh, mais conhecido como “Guru do Sexo” ou “Osho”— um indiano que nos anos 60 criou um culto que viria a ser infame pelos seus Rolls Royce e pelo ataque químico para envenenar a população de uma pequena cidade em Oregon.

O líder do culto nascido em 1931, começou a ser um “iluminado” com apenas 23 anos, viajando por toda a Índia como orador. Logo ficou conhecido por se opor às ideologias de Gandhi e por incitar a uma atitude mais permissiva da sexualidade. Nos anos 70 funda o movimento sannyasin. Já com muitos seguidores no seu país natal mas com muitos problemas com o governo, opta por se estabelecer na zona rural dos Estados Unidos. Durante os primeiros anos no Oregon remete-se ao silêncio, fazendo-se representar essencialmente pela sua secretária pessoal, que o acompanha já desde a Índia.

Com uma comitiva dos seus devotos mais próximos (encabeçada pela verdadeira protagonista da saga, a sua secretária Ma Anand Sheela), inicialmente de sorriso largo, é aparentemente uma mulher doce e quase frágil. Mas as aparências iludem: Sheela governa a comunidade com uma impiedosa mão de ferro, rendendo-lhe tantos aliados como inimigos dentro do rancho reconvertido. Também no contacto com o exterior começa depressa a revelar-se como uma mulher disposta a tudo para manter o sonho de uma comunidade dos sannyasins em expansão.

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The Staircase

O documentário conta a história de Michael Peterson, um romancista norte-americano com então 58 anos que foi acusado de ter assassinado sua mulher Kathleen jogando-a da escada. David Rudolf, advogado de Peterson, argumenta que Kathleen estava sozinha quando levou um tombo e caiu, tratando-se o caso de um acidente.

Michael e Kathleen moravam em Durham, na Carolina do Norte, em uma casa com seus 5 filhos. Na madrugada do acidente, Michael afirmou que estava no quintal perto da piscina quando ouviu um barulho no interior do imóvel, se deparando com Kathleen sangrando na beira das escadas.

The Staircase é um documentário cru que não possui narrador e é composto de compilações de cenas gravadas a partir do dia em que Michael Peterson foi acusado do crime. Os cinegrafistas foram contratados por Peterson, que almejava com o documentário mudar a opinião pública com relação ao incidente e provar sua inocência.

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The Staircase

 

Gênio Diabólico

O ano é 2003, EUA. Um homem, quase na casa dos 50 anos, entra num banco com uma protuberância no pescoço e uma estranha bengala. Logo ele entrega um recado para a atendente anunciando o assalto. As coisas se desenrolam, mas depois vem o intrigante: a protuberância, na verdade, é um colar-bomba. E a bengala é uma estranha e funcional arma. O homem parece não entender bem o que acontece. E aí, simplesmente, ele explode.

A partir daí, a série documental começa a explorar o que há por trás do misterioso caso do “pizza bomber“, como veio a ser chamado — já que o assaltante era um entregador de pizza, na verdade. Ele estava por trás do roubo? Ou era a vítima? Sabia que a bomba era real? O que era pra ele fazer? O que era a “caça ao tesouro” que ele deveria cumprir pra se livrar dos explosivos?

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Inocente: Uma história real de crime e injustiça

história verídica baseada no livro de John Grisham.

Dois assassinatos, quatro condenações e uma cidade repleta de segredos. A série retrata um caso que chocou a pequena cidade de Ada, em Oklahoma, nos anos 1980. Quando evidências levam todos a questionar se os acusados são os verdadeiros culpados e se o assassino não está à solta, o caso é reaberto.

A série também apresenta entrevistas com amigos e familiares das vítimas, residentes de Ada, advogados, jornalistas e outros envolvidos nos casos.

A série documental choca por nos fazer perceber que a corrupção policial não atinge somente os países em desenvolvimento, como o Brasil por exemplo. Há muito disso também nos Estados Unidos, e pelos mais diversos motivos. Inocente – Uma História Real de Crime e Injustiça chega a ser chocante, tamanha é a desfaçatez com que os policiais envolvidos nos crimes ocorridos nos anos 80 trabalharam com a opinião pública, para que não houvesse dúvidas a respeito dos, até então, assassinos confessos.

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The Keepers

Partindo do assassinato de uma freira no final dos anos 1960, a série documental ‘The Keepers’ mergulha em uma narrativa sombria sobre padres pedófilos e uma história aterrorizante.

The Keepers começa contando a história do assassinato de uma freira chamada Catherine Cesnik, mais conhecida como Irmã Cathy. Ela ensinava inglês numa escola católica exclusiva para meninas na cidade de Baltimore, estado de Maryland, nos EUA. Em 7 de novembro de 1969, Cathy saiu do trabalho e foi comprar um presente de noivado para sua irmã. A freira nunca mais apareceu. Seu corpo foi encontrado apenas dois meses depois, em 3 de janeiro de 1970, e o crime nunca foi solucionado.

Os padres Joseph Maskell e Neil Magnus, acusados de abusar sexualmente de alunas de uma escola católica. Foto. Divulgação.

O próprio assassinato se torna apenas uma pecinha, que faz parte de um quebra-cabeça imenso e pavoroso. É assim que o diretor Ryan White mergulha numa história aterrorizante sobre padres pedófilos e traumas de infância.

De acordo com várias vítimas de Maskell, o padre administrava um verdadeiro centro de abuso sexual na escola, chamando garotas a irem ao seu escritório para informar que elas viviam em pecado e que somente ele poderia purificá-las. A partir dos depoimentos, especialmente de Jean Hargadon Wehner e Teresa Lancaster, a produção vai ganhando ares terríveis, com histórias capazes de deixar o público enauseado diante do impacto e dos detalhes contados.

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