Criando personagens inesquecíveis.

Criando personagens inesquecíveis.

Estereótipo de personagens, é o julgamento que fazemos sobre a aparência de acordo com o que conhecemos, essa é a ferramenta principal usada para definir personagens no início de uma campanha de RPG, livro, filme novela ou seriado, serve para nortear as ações básicas de cada um, por exemplo: em Vampiro a Máscara temos diversos tipos de arquétipos ou moldes de personagens que se relacionam por sua criação, ou seja, os Brujah tem fama de brigões e perdem facilmente a cabeça, os Malkavianos são loucos e perturbados mentais, os Toreador apreciam a arte e o que acham belo (Crepúsculo?!?), os Nosferatu são horríveis, os Gangrel são selvagens e animalescos e por aí vai…

Nos livros encontramos os heróis de capa e espada, os anti-heróis, os super-heróis entre muitos outros, as vezes é até chato ler por causa da fórmula central, assim como nas novelas e séries, é tão forte o estereótipo e tão usado o modelo que pelas roupas, maneira de falar e música tema já dá pra perceber quem é que vai sofrer até o final, quem são os bonzinhos e quem são os malvados!

Então o que torna uma série, um livro bom ou um personagem de RPG único?

Tudo aquilo que pega o modelo e transforma em incomum, aquilo que após apresentar a base do personagem, sua personalidade padrão, ou como disse Aaron “Hotch” Hotchner (Thomas Gibson) em Criminal Minds (Episódio Natural Born Killer):

Aaron: Your father beat you every chance he got. (Seu pai batia em você a cada oportunidade que tinha.)

Vincent: He smacked me around some. Didn’t everybody’s old man? (Batia em mim algumas vezes, mas o velho não sabia bater.)

Aaron: No. (Não.)

Vincent: Well maybe if yours had, you would have learned to fight. (Talvez em pouco tempo eu tenha aprendido a lutar.)

Aaron: You were just responding to what you learned Vincent. When you grow up in an environment like that, an extremely abusive and violent household…it’s not surprising that some people grow up to become killers. (Você estava apenas reagindo como aprendeu Vincent. Quando você cresce num ambiente familiar extremamente abusivo e violento… não é surpresa que algumas pessoas cresçam para se tornarem assassinos.)

Vincent: Some people? (Algumas pessoas?)

Aaron: What’s that? (O quê?)

Vincent: You said some people grow up to become killers. (Você disse algumas pessoas crescem para se tornarem assassinos.)

Aaron: …And some people grow up to catch them. (Algumas pessoas crescem para capturá-los.)

Apesar da força dos fatores externos e da influência do meio (modelo social, localização geográfica, cultura, etc) quem define seguir o estereótipo é o próprio criador do personagem (assim como na vida real cada um define o seu papel), um mesmo acontecimento não gera necessariamente a mesma resposta, cada “pessoa” reage de uma forma, mas para a criação de muitos personagens nada melhor que um bom modelo de figurantes em massa que não passarão de números e experiência, por outro lado aqueles que ficarão na memória de quem joga, quem lê, ouve ou vê são aqueles que se dispõem a sair do lugar comum, da área de conforto que o modelo cria, isso acontece com séries do tipo Dexter, Lost, Heróis (Heróis que na primeira temporada tudo era novidade e saia do comum dos super’s), Guerra dos Tronos e RPG como o personagem Peter de Lobisomem o Apocalipse, um lobo viciado em drogas que busca pela cura na Amazônia e acaba se encontrando com os Mokolé (metamorfos que se transformam em jacarés e dinossauros!).

E agora surge a dúvida: usar ou não os modelos? Como dito anteriormente em criação de NPC’s (Non Players Characters) abuse do molde! Mas perca um tempinho criando um ou dois que vão de alguma forma destoar da grande multidão, estes serão lembrados por muito tempo, com certeza!


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